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Prefeituras adotam barreiras sanitárias para conter transmissão

25 de março de 2020

PASSOS —  Como estratégia de combate à nova doença respiratória covid-19, causada pelo SARS-CoV2, municípios da região seguem intensificando as medidas de restrição de circulação de pessoas. Em entrevista à Folha, chefes do poder Executivo municipal de todo o território informaram que, devido a incertezas em relação a propagação do vírus, decretos precisam ser editados semanalmente, sem previsão para a retomada da normalidade.  
Em Bom Jesus da Penha, o prefeito Nei André Freire, o Nei do Jorginho, lembrou que as constantes alterações e restrições são provenientes das mudanças diárias relacionadas aos poderes do governo estadual e federal. “Temos informações novas chegando diariamente, a partir destas referências, temos que alterar o nosso decreto. Além disso, o governador Romeu Zema deve, nos próximos dias, determinar o cumprimento de uma nova resolução, e a partir então, mais mudanças vão ser implantadas na cidade”. 
Desde a última sexta-feira, 20, todos os departamentos municipais de Bom Jesus da Penha têm funcionado em regime interno, ou seja, sem atendimento presencial ao público. Dentre as demais medidas de prevenção a uma epidemia no território, as atividades do comércio considerado não essencial e de unidades de ensino foram suspensas. Já em relação ao fechamento de fronteiras, Nei do Jorginho informou que não houve alterações drásticas.  
“Não proibimos a entrada na cidade, mas deixamos apenas a fronteira de Bom Jesus para Passos funcionando. Deste modo, conseguimos que os agentes do Programa Saúde da Família (PSF) orientem todos em relação ao vírus”, completou.  
Em Capitólio, José Eduardo Terra Vallory, o Zé Eduardo, também anunciou a implantação de barreiras sanitárias nas fronteiras da cidade. “Avaliamos as condições de saúde dos indivíduos, desta forma, podemos monitorar e tomar as providências necessárias em relação a pessoas com algum sintoma da doença. Do mesmo modo, por meio desta medida, podemos monitorar e orientar quem vem a Capitólio, seja por motivos de trabalho ou simples turismo”, disse. 
Ainda em relação ao território capitolino, desde de quinta-feira, 19, ficou impedida a entrada de ônibus de excursão, bem como atividades relacionadas ao turismo, tal como serviços de passeios e hospedagens.
O chefe do poder executivo de Capetinga, Luiz César Guilherme, o César da Auto Elétrica, falou a respeito da impossibilidade do fechamento das estradas e sobre seguir as determinações do Governo do Estado. “Nós fechamos o comércio, por agora, só abre os serviços considerados essenciais. Estamos seguindo as indicações do governo, por este motivo, não fechamos as fronteiras, até porque, cidades que fizeram este tipo de bloqueio terão que desfazê-los em breve”, expôs.  
De modo similar, no caso de Itaú de Minas, o prefeito Ronilton Gomes Cintra disse que as ações de higiene estão sendo reforçadas em estabelecimentos que não podem ter suas atividades suspensas. Na cidade, novas deliberações foram decretadas no sábado, 21, onde foram suspensas atividades de estabelecimentos até o próximo domingo, 29. Ainda no município, a população em situação de rua foi abrigada em local organizado pela prefeitura e passaram por avaliações médicas.  
Até o encerramento desta edição, Delfinópolis e Fortaleza de Minas continuaram com fechamento das entradas de acesso, com exceção para moradores e veículos de carga de insumos básicos.  
Por último, em Pratápolis, a prefeita Denise Alves de Souza Neves informou que as fronteiras não foram totalmente bloqueadas, mas que o corpo de Bombeiros, agentes da polícia civil e da área da saúde tem orientado os ingressantes .
“Fecharemos duas entradas e ficaremos apenas com a avenida Leônidas D Pedroso. Por meio desta, proporcionaremos todas as orientações necessárias a quem precisa entrar no município. Vale recordar que, somos uma cidade pacata, sem suspeitas no momento, e para continuarmos assim, peço que turistas e parentes de munícipes, que muitas vezes vivem em cidades maiores, permaneçam em suas casas, não é o momento de visitas. De qualquer modo, agradeço aos 80% da população que tem acatado e compreendido que o melhor, por agora, é ficar em casa”, pontuou.